Munícipe

50 anos da morte do «General sem Medo»

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Realizou-se na passada sexta-feira, 13 de fevereiro, na Casa Memorial Humberto Delgado (Boquilobo), uma sessão evocativa do cinquentenário do assassinato do «General Sem Medo». Esta cerimónia resultou de uma organização conjunta entre a Câmara Municipal de Torres Novas, a Associação de Defesa do Património. H.N. da Região de Riachos e a Junta de Freguesia de Brogueira. O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, não participou neste momento uma vez que esteve presente na apresentação do livro «Meu Pai, o General Sem Medo, Memórias de Iva Delgado», no Cinema São Jorge.

A primeira intervenção coube a Trincão Marques, presidente da Associação para a Defesa do Património Histórico e Natural da Região de Riachos, que fez uma breve resenha do que foi a Casa Memorial e a importância que deverá ter para a história de vida do General. «Para o futuro, e partindo de uma ideia já existente, deveríamos aproveitar o espólio que algumas pessoas possuem e criar um núcleo da República e da Resistência», afirmou lamentando a falta de recursos para manter a Casa aberta.

 

Manuel Júnior, presidente da União de Freguesias de Brogueira, Alcorochel e Parceiros de Igreja, manifestou o misto de orgulho e tristeza sentido no momento por «ver esta Casa, que já teve tanta dinâmica, estar hoje de portas encerradas ao público. Peço à Câmara Municipal e à Associação de Defesa do Património que encontrem uma solução para que as portas voltem a abrir diariamente».

 

Luís Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, destacou as qualidades de Humberto Delgado, nascido a 15 de maio de 1906 no Boquilobo e assassinado em Villanueva del Fresno a 13 de fevereiro de 1965. «Humberto Delgado foi um militar português que, antes de mais, teve a clarividência de ver a incompetência e a decadência de um regime. (…) Tornou-se um símbolo de ontem e um símbolo de hoje, de quem ousa defender a liberdade e lutar pelo desenvolvimento de Portugal. De quem ousa afrontar todas as formas de ditadura e despotismo que aina nos dias de hoje se instalam e promovem um país mergulhado no subdesenvolvimento, na sujeição aos interesses de forças que não querem a justiça social nem a dignidade da vida dos portugueses».

 

Concluindo destacando que «o General Sem Medo mostrou a todos a dignidade de estar na vida, de assumir riscos, de lutar por eles. Não esqueçamos que nesses tempos foi fundador da TAP, em 1945, companhia que durante várias décadas serviu o país. Humberto Delgado merece, por tudo isso, a nossa homenagem, o nosso reconhecimento, o interesse que não deve deixar-se morrer. Nesta terra que o viu nascer, esta casa é exemplo que ele não deve morrer».

 

Seguiu-se um momento de poesia, pelo cantor Pedro Barroso e elementos do NAR - Núcleo Arte Riachos, com declamação de poemas de, entre outros autores, Sérgio Godinho, Manuel Alegre e do próprio Pedro Barroso.

 

Marcaram também presença os vereadores Elvira Sequeira (PS), Henrique Reis (PSD), Filipa Rodrigues (CDU) e Helena Pinto (BE), bem como diversos presidentes de junta e elementos da Assembleia Municipal.

 

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