Na reunião camarária de 23 de março foram aprovadas, por unanimidade, as peças do procedimento e abertura do procedimento de concurso público da empreitada «Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas». O orçamento totaliza 1 650 000 euros, acrescidos do valor do IVA à taxa legal em vigor, com um prazo de execução proposto de 365 dias.
A presente intervenção insere-se na estratégia municipal de requalificação do Quarteirão Cultural e visa melhorar as condições de acessibilidade ao Castelo de Torres Novas, monumento classificado como Património Nacional e elemento identitário estruturante da cidade, reforçando a sua centralidade funcional, cultural e turística.
A proposta contempla a criação de um percurso acessível até ao estacionamento, assegurando o acesso universal e a superação das atuais condicionantes topográficas. A intervenção permitirá igualmente requalificar percursos existentes e valorizar a fruição pública do monumento e da sua envolvente.
A empreitada contempla a reformulação das escadinhas de acesso, estruturadas em lances paralelos adaptados à morfologia do terreno, criando um percurso alternativo qualificado e articulado com o tecido urbano envolvente, assegurando uma ligação funcional e valorizada entre a cota baixa da cidade e o monumento.
Complementarmente, prevê-se intervir no percurso ao longo do sopé do Alambor, através da estabilização e regularização do pavimento, correção de irregularidades e consolidação do traçado, garantindo continuidade, conforto e segurança.
A intervenção integra ainda a reformulação e ampliação das infraestruturas elétricas e de iluminação pública funcional e decorativa, com recurso a tecnologia LED e sistema de telegestão, valorização cénica das muralhas e da estátua de D. Sancho I, bem como a criação das infraestruturas necessárias, instalações de apoio e eventos culturais, incluindo preparação para mobilidade elétrica.
A empreitada «Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas» foi submetida ao ITI – Investimentos Territoriais Integrados, do Quadro Comunitário Portugal 2030, sendo que o projeto foi validado pela entidade de gestão, nomeadamente a CCDR Centro e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
