Munícipe

Novo número da revista de cultura «Nova Augusta»

NovaAugusta CAPA

O foyer do Teatro Virgínia recebeu a apresentação de um novo número da revista de cultura do município de Torres Novas, «Nova Augusta», no domingo, dia 13 de dezembro.

 

Fundada em 1962, a sua edição foi quase ininterrupta, a partir de 1991, com apenas um intervalo de dois anos. É hoje uma publicação inteiramente vocacionada para os estudos locais, nomeadamente, nas áreas da história, geografia, arqueologia, etnografia e património do concelho de Torres Novas.

A presente edição inclui um excelente trabalho de Maria da Conceição Geada e António Carlos Geada sobre o enorme conflito aberto entre as comunidades de Alqueidão e Pedrógão, na sequência da passagem da sede de freguesia, em 1876, para esta aldeia, uma perda irreparável para a histórica e secular freguesia de Santa Maria de Alqueidão. Outro artigo de inegável interesse, da autoria de Manuel Poitout, sobre a ação de grupos de guerrilha durante as Invasões Francesas na região, dá conta da coragem de pequenos grupos de combatentes furtivos contra o colossal exército de ocupação.

 

António Mário Santos dá mais um contributo para a história do republicanismo em Torres Novas e Francisco Canais Rocha, em texto póstumo, disserta sobre Humberto Delgado e as eleições de 1958. Gabriel Feitor aborda os solavancos do PREC em Alcanena, enquanto Carlos Trincão Marques recorda as movimentações associativas em Torres Novas, imediatamente anteriores à revolução de abril.

 

Do Entroncamento chega um interessante dossier sobre aspetos históricos e sociais do complexo ferroviário da cidade vizinha, com contribuições de Henrique Leal, Carlos Barbosa Ferreira, Manuela Poitout e Luís Filipe Lopes. Noutras áreas de estudos, Vasco Rosa da Silva fixa a transcrição paleográfica anotada da Memória Paroquial de Ourém, de 1758, e Luís Batista escreve sobre o clero da igreja da Atalaia desde 1544, enquanto Marco António Andrade aborda, na secção de arqueologia, as placas votivas da necrópole neolítica de Lapas.

 

Por último, em jeito de homenagem, surge um texto póstumo de Joaquim Rodrigues Bicho sobre a produção literária local nas últimas décadas. Falecido em abril deste ano de 2015, Joaquim Rodrigues Bicho foi, desde sempre, um grande entusiasta da «Nova Augusta», antevendo com enorme lucidez e grande antecedência, a importância que a revista poderia vir a ter como polo dinamizador da investigação local e regional. Colaborador assíduo e interessado, Joaquim Rodrigues Bicho deixa também nesta revista, durante trinta anos, um testemunho incontornável da sua dedicação por tudo o que contribuísse para a elevação cultural de Torres Novas.

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